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Por que o Nextcloud é a solução perfeita para prefeituras que buscam soberania dos dados?

Escrito por João Botacin | Oct 3, 2025 1:06:52 AM

Nos últimos anos, a digitalização dos serviços públicos avançou em ritmo acelerado. Processos que antes dependiam exclusivamente de papel, atendimento presencial e arquivos físicos agora acontecem por sistemas online, aplicativos e plataformas de colaboração. Essa evolução trouxe mais agilidade, transparência e eficiência — mas também levantou uma questão que não pode ser ignorada: onde estão armazenados os dados públicos gerados diariamente por prefeituras e órgãos governamentais?

Em muitos casos, sem perceber, prefeituras estão guardando documentos, contratos, certidões, informações de servidores e até dados sensíveis de cidadãos em soluções gratuitas ou pagas de empresas estrangeiras, como Google Drive, OneDrive ou Dropbox. Apesar de populares e aparentemente práticas, essas plataformas apresentam um risco estratégico importante: os dados ficam em servidores fora do território nacional e sob jurisdição de outros países, especialmente dos Estados Unidos.

Isso significa que, mesmo que a prefeitura esteja cumprindo com todos os procedimentos legais internamente, as informações podem estar submetidas a leis como o Cloud Act norte-americano, que permite que autoridades estrangeiras tenham acesso a dados armazenados em servidores de empresas dos EUA, mesmo que o conteúdo pertença a instituições de outros países.

Em outras palavras: usar serviços públicos baseados em nuvens estrangeiras é abrir mão da soberania digital.

Se um órgão público não consegue afirmar com clareza onde seus dados estão, quem tem acesso a eles e sob quais leis estão protegidos, então ele perdeu aquilo que deveria ser fundamental: o controle.

Soberania de dados: um princípio que vai além da tecnologia

Soberania de dados não é apenas uma questão técnica — é uma questão de governança e responsabilidade institucional. Um município pode terceirizar serviços de limpeza ou iluminação pública, mas não pode terceirizar a guarda e a integridade das informações da população.

Imagine que uma prefeitura armazene dados de cidadãos beneficiários de programas sociais em uma plataforma estrangeira. Se amanhã essa empresa muda suas políticas de uso, o município pode simplesmente perder o acesso a tudo. Se um funcionário inadvertidamente compartilha documentos por link público, qualquer pessoa com o link pode baixar cópias. Se um funcionário sincroniza os arquivos em seu computador pessoal, aquela informação passa a ser distribuída sem controle.

E mais grave ainda: nenhum gestor público consegue garantir transparência ou rastreabilidade usando ferramentas que não foram projetadas com controle de auditoria nativa. Se um documento foi apagado, quem apagou? Se um arquivo foi baixado por terceiros, como saber?

Não se trata de demonizar grandes empresas de tecnologia — elas têm seu papel. O problema é que usar plataformas de nuvem pensadas para o consumidor comum como ferramenta oficial do setor público expõe o município a riscos jurídicos e institucionais.

LGPD e responsabilidade legal com dados públicos

Desde a entrada em vigor da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), órgãos públicos passaram a ser tão responsáveis quanto empresas privadas pela proteção de dados pessoais. Isso inclui desde informações de identificação simples, como CPF, endereço e histórico de atendimento, até dados sensíveis, como saúde, assistência social e educação.

A lei determina que todo tratamento de dados deve ocorrer com base jurídica, com controle de acesso, com possibilidade de auditoria e com garantia de sigilo e disponibilidade. Quando um órgão público utiliza serviços que não permitem controle administrativo rígido — como impedir que servidores baixem arquivos em dispositivos pessoais ou que compartilhem documentos com e-mails externos — está naturalmente violando os princípios da lei.

Isso pode gerar consequências reais: processos administrativos, sanções financeiras e responsabilização individual de gestores, especialmente em órgãos fiscalizadores como tribunais de contas.

É para evitar esse tipo de situação que muitos municípios no Brasil e no exterior estão adotando uma solução diferente: uso de nuvem privada com Nextcloud.

Como o Nextcloud resolve o problema de armazenamento seguro com soberania de dados

O Nextcloud é uma plataforma de colaboração e armazenamento de arquivos que oferece todos os recursos de nuvem tradicional — como Google Drive e OneDrive — com uma vantagem decisiva: ele permite que o órgão público mantenha total controle sobre onde os dados estão armazenados.

Ao invés de confiar cegamente em servidores de empresas estrangeiras, a prefeitura pode optar por hospedar o Nextcloud em servidores próprios ou em provedores nacionais com datacenters no Brasil, atendendo plenamente à LGPD e preservando a soberania digital.

Com o Nextcloud, o órgão público consegue:

  • Definir quem acessa o quê, com permissões detalhadas por setor, secretaria ou projeto.

  • Compartilhar arquivos com rastreabilidade total: é possível saber quando um link foi aberto, por quem e de onde.

  • Evitar vazamentos ao impedir downloads não autorizados ou limitar acesso a tempo determinado.

  • Ter auditoria completa de ações — essencial para órgãos públicos sujeitos à transparência.

  • Integrar com e-mail institucional, calendário, chat interno e videoconferência, eliminando a dependência de múltiplas ferramentas dispersas.

Além disso, o Nextcloud oferece backup automatizado, mantendo versões anteriores de documentos e evitando perdas causadas por exclusões acidentais ou falhas humanas.

E o melhor: ao contrário do que muitos pensam, a implantação pode ser feita de forma gradual, com baixo custo e alto retorno institucional, inclusive utilizando infraestrutura já existente no município.

Transformar a gestão documental do município com autonomia tecnológica

A digitalização do setor público não pode seguir o caminho do improviso. Não basta “colocar tudo na nuvem” se essa nuvem não pertence à própria administração. Soberania digital é mais do que segurança — é uma questão de estratégia e independência.

Uma prefeitura que adota Nextcloud como base para troca de documentos entre servidores, secretarias e órgãos parceiros constrói uma infraestrutura resiliente, auditável e juridicamente responsável. Ela pode criar pastas por projeto, por processo administrativo, por exercício fiscal, com histórico completo e acesso seguro.

Mais do que isso, ela deixa de depender da boa vontade de terceiros e passa a controlar sua própria tecnologia.

No cenário atual, onde ataques cibernéticos a órgãos públicos se tornam cada vez mais frequentes, e onde a LGPD cobra responsabilidade explícita sobre guarda e tratamento de dados, não há mais espaço para soluções improvisadas.

A pergunta não é mais “vale a pena migrar para uma nuvem própria?”. A pergunta certa é:

— Até quando os dados da sua prefeitura continuarão em servidores que você não controla?

Se a resposta não for clara, é sinal de que está na hora de agir.

 

 

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