Pular para o conteúdo

Você sabe a diferença entre Backups e Recuperação de Desastres?

Quando o assunto é proteger dados e manter a continuidade de um negócio, dois termos aparecem com frequência: backup e recuperação de desastres. Embora estejam relacionados, eles não significam a mesma coisa. É comum até em empresas de médio e grande porte que esses conceitos sejam confundidos, como se fossem apenas duas formas de falar da mesma prática. Mas, na realidade, tratam-se de estratégias diferentes, com papéis complementares dentro da segurança da informação.

Imagine uma biblioteca. Cada livro representa informações valiosas para a organização. Um backup seria como uma cópia fotográfica de cada livro guardada em um local seguro, pronta para ser usada caso o original seja danificado. Já a recuperação de desastres seria todo o plano de ação da biblioteca para lidar com incêndios, enchentes ou qualquer catástrofe que pudesse destruir o prédio inteiro, garantindo que as atividades voltem ao normal o mais rápido possível.

Essa distinção é fundamental porque ajuda a compreender que não basta apenas armazenar cópias de arquivos; é preciso também pensar em como a empresa vai reagir diante de um cenário crítico, quando tempo e disponibilidade se tornam fatores decisivos.

O que é backup e por que ele é indispensável

O backup é, em essência, a prática de copiar dados de um sistema principal para outro local, a fim de protegê-los contra perdas acidentais ou falhas. Ele pode ser feito em diferentes formatos: desde simples cópias em um HD externo até soluções profissionais em nuvem que automatizam todo o processo. A ideia central é simples: garantir que, se algo acontecer com o dado original, exista uma cópia fiel que possa ser restaurada.

Por exemplo, se um funcionário apagar por engano um documento importante, o backup pode trazer esse arquivo de volta sem maiores complicações. Outro exemplo comum é no caso de um ataque de ransomware, quando criminosos sequestram os dados e exigem pagamento para liberá-los. Se a empresa tiver um backup atualizado e bem protegido, pode simplesmente restaurar os arquivos sem ceder à chantagem.

No entanto, é importante perceber que o backup é apenas uma camada da proteção. Ele resolve o problema da disponibilidade dos dados, mas não necessariamente garante que a empresa conseguirá retomar suas operações rapidamente em uma situação mais ampla de crise.

Recuperação de desastres: o plano para manter a empresa de pé

A recuperação de desastres (do inglês Disaster Recovery ou DR) é um conjunto de políticas, ferramentas e procedimentos que visam restaurar não apenas os dados, mas também toda a infraestrutura e os serviços críticos de TI em caso de falhas graves. Se o backup é a cópia do livro, a recuperação de desastres é a estratégia de reconstruir a biblioteca, reorganizar os arquivos e permitir que os leitores voltem a utilizá-la.

Nesse cenário, não estamos falando apenas de um arquivo perdido ou de um computador corrompido. A recuperação de desastres entra em jogo quando há uma pane no data center, uma falha elétrica que paralisa servidores inteiros, um ataque cibernético em larga escala ou até mesmo um desastre natural que compromete toda a operação da empresa.

Um plano de recuperação de desastres envolve definir prioridades (quais sistemas precisam voltar primeiro), estabelecer RTO (tempo de recuperação aceitável) e RPO (ponto de recuperação de dados aceitável, ou seja, até quanto tempo de perda de dados é tolerável). Além disso, envolve testes periódicos para garantir que, no momento da crise, tudo funcione conforme o planejado.

Backup não é recuperação de desastres

É fácil cair na armadilha de achar que fazer backup já resolve tudo. Mas pense em um e-commerce, por exemplo. Ele tem backups automáticos de todos os pedidos, produtos e informações dos clientes. Se os servidores que hospedam o site sofrem um colapso completo e ficam fora do ar por 48 horas, de que adianta ter as cópias dos dados se não existe uma infraestrutura preparada para colocá-los de volta em funcionamento rapidamente?

Aqui entra a diferença prática: o backup é o recurso técnico que protege os arquivos; a recuperação de desastres é o plano estratégico que assegura que o negócio continue rodando mesmo depois de uma falha grave. É como ter o combustível para o carro (backup) e ter o mecânico, a oficina e o seguro que garantem que o carro volte para a estrada depois de um acidente (recuperação de desastres).

A complementaridade entre as duas práticas

Mais do que escolher entre backup e recuperação de desastres, as empresas precisam entender que ambos são indispensáveis e se complementam. O backup garante que a informação exista em outro lugar, mas sozinho não assegura a continuidade dos serviços. A recuperação de desastres, por sua vez, depende de que esses dados estejam disponíveis e confiáveis, o que só é possível por meio de backups consistentes.

Podemos pensar nisso como dois lados da mesma moeda: um foca na proteção dos dados em si, o outro foca na capacidade de manter a empresa ativa diante de crises. Negligenciar um dos lados pode ser desastroso. 

O impacto para os negócios

Em um mundo cada vez mais digital, tempo de inatividade pode significar perdas financeiras severas. Bancos, hospitais, lojas virtuais, escritórios de advocacia… todos dependem de sistemas funcionando e acessíveis. Ter apenas backup pode salvar os arquivos, mas sem recuperação de desastres, o tempo necessário para voltar a operar pode ser longo demais.

Por outro lado, montar um plano de recuperação sem garantir backups confiáveis é como estruturar um prédio sobre areia movediça. Os dois elementos caminham juntos e se fortalecem mutuamente.

Conclusão

Compreender a diferença entre backup e recuperação de desastres não é apenas um detalhe técnico; é um passo essencial para proteger empresas em um cenário onde dados são um dos ativos mais valiosos. Backup é segurança de informação. Recuperação de desastres é segurança de operação. Um protege os arquivos, o outro protege o negócio.

Quando ambos estão bem planejados e executados, a empresa não só sobrevive a incidentes, mas mantém sua credibilidade, sua continuidade e a confiança de seus clientes. Em outras palavras, voltando ao exemplo da biblioteca: ter cópias dos livros é importante, mas saber reconstrui-la quando tudo parece perdido é o que realmente garante que a história continue sendo contada.

 

Procura um serviço de backup?

✉️ Fale com a gente!

🌐 www.unodata.com.br
📱 WhatsApp/Telefone: 11 3522-3011

Quer acompanhar essa jornada com a gente?
💼 Siga a UNODATA no LinkedIn
📷 
Acompanhe no Instagram
📱 
Curta nossa página no Facebook
📢 Compartilhe o conteúdo com colegas que estão mergulhando no mundo da tecnologia!