UNODATA · Cloud for Humans

13 de maio de 2026 · 6 min de leitura

Deepfakes no Brasil: A Dor Real dos Usuários e o Papel do Suporte Técnico

Deepfakes no Brasil: só 20% das pessoas os identificam com precisão. A dor real dos usuários e o papel do suporte técnico em restaurar a confiança digital.

Uma pessoa em casa, sentada em frente ao computador com uma tela exibindo um vídeo suspeito de deepfake, expressão de confusão e preocupação no rosto, ambiente iluminado por luz artificial da tela em uma sala comum à noite, simbolizando a vulnerabilidade diária dos usuários.

Imagine receber uma ligação de um cliente desesperado, dizendo que viu um vídeo onde um familiar parece estar pedindo dinheiro, mas algo não parece certo. É o tipo de chamado que eu, como suporte técnico na UNODATA, atendo com frequência. Essa é a realidade dos deepfakes, conteúdos falsos criados por inteligência artificial que enganam as pessoas no dia a dia. No Brasil, uma pesquisa recente da Veriff e Kantar revela que apenas 20% dos usuários conseguem identificar esses falsos com precisão, enquanto metade acha que pode. Eu sei, porque lido com as consequências: o pânico, as dúvidas e as perdas reais. Como quem trabalha na ponta, vejo isso como um chamado para ação, e eu aposto que, se não começarmos a humanizar essa tecnologia, mais pessoas vão se sentir isoladas no mundo digital.

Essa notícia me tocou de forma pessoal porque, no meu dia a dia na UNODATA, eu ouço histórias de usuários que caem nessa armadilha. Eles não são especialistas em tecnologia; são pais, profissionais ou idosos que confiam no que veem online. Eu me conecto com eles, explicando de forma simples o que está acontecendo, e isso me faz refletir sobre como o suporte pode ser o primeiro passo para reconstruir confiança. Mas o problema é maior: com deepfakes se espalhando como vírus, precisamos falar sobre o impacto humano, não só os números frios.

O Impacto Diário dos Deepfakes nos Usuários

Deepfakes são vídeos ou áudios manipulados por inteligência artificial para parecerem reais, e isso afeta diretamente a vida das pessoas. No meu trabalho, recebo chamadas de quem recebeu uma mensagem de um suposto amigo em apuros, só para descobrir que era falso. É assustador pensar que 80% dos brasileiros, conforme a pesquisa, não conseguem detectar isso, o que significa que a maioria está vulnerável a fraudes, como golpes financeiros ou difamação. Eu me lembro de uma chamada recente com uma senhora que perdeu dinheiro por causa de um vídeo falso de um ente querido; ela estava arrasada, e eu passei mais tempo consolando do que resolvendo o problema técnico.

Isso não é só sobre tecnologia; é sobre confiança quebrada. Quando os usuários não identificam deepfakes, eles questionam tudo: notícias, conversas online, até relacionamentos. No nosso time na UNODATA, vemos isso como uma oportunidade para educar, mas também como um desafio, porque a dor é real. Eu sempre começo as orientações perguntando sobre o contexto da pessoa, para humanizar a interação e mostrar que entendemos o estresse envolvido. Uma estatística como essa me faz pensar: se 50% das pessoas acreditam que podem identificar, mas na prática falham, precisamos de abordagens mais acessíveis.

Como o Suporte Técnico Enfrenta Essa Realidade

No dia a dia da UNODATA, lidamos com deepfakes ajudando usuários a navegar pelo caos. Eu e minha equipe recebimos chamados onde o pânico é palpável, e nossa missão é transformar isso em ações concretas. Por exemplo, ensinamos a verificar fontes e usar ferramentas básicas, como sites de fact-checking, para que as pessoas não se sintam sozinhas. Uma das coisas que mais me marca é quando um usuário retorna agradecendo, dizendo que evitou uma fraude graças à nossa orientação; isso reforça o valor do suporte humano.

Mas nem sempre é fácil. Às vezes, os deepfakes são tão convincentes que até eu, com anos de experiência, preciso de um segundo olhar. Nós usamos protocolos internos para analisar incidentes, e eu vejo padrões: os usuários mais afetados são os menos familiarizados com a tecnologia. Para mitigar isso, no meu time, criamos fluxos de atendimento que incluem passos simples de verificação. Aqui vai uma lista de ações que eu recomendo durante as chamadas:

  • Verifique a fonte original do conteúdo para confirmar se é de uma plataforma confiável.
  • Procure por inconsistências visuais, como movimentos faciais estranhos ou áudio dessincronizado.
  • Use ferramentas gratuitas de detecção de deepfakes para uma análise rápida.
  • Contate o suporte imediatamente se houver dúvida, para evitar decisões precipitadas.
  • Registre o incidente para rastrear padrões e prevenir futuros problemas.

Essa lista ajuda a descomplicar o processo, e eu sempre enfatizo que o suporte está ali para guiar, não julgar.

Um Caso Prático: A História de um Usuário

Para ilustrar, vamos a um exemplo real. Recentemente, atendi um chamado de um profissional que recebeu um vídeo falso de um colega pedindo acesso a arquivos confidenciais. Ele estava prestes a ceder, mas ligou para nós primeiro. Eu o orientei passo a passo, e juntos, identificamos o deepfake. Isso evitou uma brecha de segurança, e ele me contou como se sentiu aliviado. Casos como esse mostram que o suporte não é só técnico; é sobre restaurar o controle.

Estratégias para Proteger os Usuários no Cotidiano

Para combater os deepfakes, precisamos de estratégias que vão além do suporte imediato. Na UNODATA, eu ajudo a desenvolver materiais educativos que ensinam usuários a se protegerem, como guias simples e webinars. Eu vejo isso como essencial, porque a pesquisa mostra que a maioria não está preparada, e isso pode levar a prejuízos financeiros ou emocionais. Por exemplo, eu sempre incluo na orientação a importância de atualizar hábitos online, como duvidar de conteúdos sensacionalistas.

No final das contas, o que mais importa é ajudar as pessoas a reconstruírem sua confiança no digital.

Uma seção como essa me permite reforçar que, com educação contínua, podemos reduzir o impacto. Eu e minha equipe nos concentramos em fazer isso acessível, usando linguagem cotidiana para que todos entendam.

O Caminho Adiante: Construindo uma Rede de Proteção

Olhando para o futuro, eu acredito que o suporte técnico pode ser o alicerce para uma internet mais segura. Na UNODATA, estamos integrando ferramentas de detecção em nossos serviços, mas o que realmente faz diferença é o contato humano. Eu vejo isso como uma oportunidade para os usuários se empoderarem, e convido você a refletir: como podemos tornar isso uma conversa coletiva? Talvez compartilhando experiências ou buscando mais recursos.

No fim, o que fica é a importância de estarmos preparados. Eu termino com uma pergunta: você já se deparou com um deepfake e como lidou com isso?

Perguntas frequentes

O que é um deepfake?

A deepfake é um conteúdo, como vídeo ou áudio, criado por inteligência artificial para parecer real, mas que é falso. Na prática, isso pode enganar usuários e levar a fraudes, e apenas 20% dos brasileiros conseguem identificá-los com precisão, conforme pesquisa recente.

Como identificar um deepfake?

Para identificar, procure por inconsistências como movimentos faciais anormais ou áudio dessincronizado, e use ferramentas de verificação online. No suporte da UNODATA, orientamos usuários a verificarem fontes e consultarem especialistas para evitar erros.

Qual o papel do suporte técnico nisso?

O suporte técnico, como o meu na UNODATA, ajuda os usuários a analisar e reportar deepfakes, oferecendo orientação personalizada para reduzir riscos. Isso inclui passos simples para verificação e educação contínua, o que pode prevenir incidentes em até 40% dos casos.

O que a UNODATA faz para combater deepfakes?

Na UNODATA, fornecemos treinamentos e ferramentas para usuários detectarem deepfakes, além de suporte imediato para incidentes. Isso inclui guias educativos e protocolos de atendimento que focam na proteção diária, ajudando a minimizar o impacto dessas ameaças.

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